Operação Cangalha: ministro Anderson Torres reafirma compromisso no combate ao crime organizado


Ação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública resultou na prisão de 1.504 criminosos, entre foragidos e responsáveis por ataques a instituições financeiras

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, reafirmou o compromisso no combate ao crime organizado em todos os estados do Nordeste, com ações integradas das forças de segurança pública federais e estaduais, em coletiva de imprensa, nesta terça-feira (9), durante o balanço dos resultados da Operação Cangalha.

“Com este trabalho integrado, a gente busca realmente fazer um combate mais célere, mais firme ao crime organizado no Brasil. O objetivo é trabalhar e analisar como as coisas estão e fazer medidas efetivas para que os resultados realmente apareçam. Ganha a população brasileira, ganham os estados do Nordeste e ganha o Brasil”, ressaltou Torres.

A ação teve início há dois meses, sob a coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Policiais civis, militares, penais e federais realizaram uma série de atividades preventivas, repressivas e de inteligência nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe.

Em formato inédito, a operação teve três eixos de atuação: a erradicação de plantação de maconha, encabeçada pela Polícia Federal com auxílio da Polícia Rodoviária Federal e polícias militares; a identificação e inabilitação de aparelhos celulares em presídios, efetuada pelas polícias penais com apoio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen); e as investigações de organizações criminosas, executadas pelas polícias civis e Forças-Tarefas SUSP de Combate ao Crime Organizado.

Durante a ação, 1.504 pessoas foram presas, entre elas, chefes de organizações criminosas de atuação nacional e regional, foragidos que integravam listas dos mais procurados dos estados e responsáveis por ataques a instituições financeiras.

A Operação Cangalha também resultou em 387 mandados de prisão cumpridos, na apreensão de cerca de 17 toneladas de drogas, 985 armas, cerca de R$ 39 milhões em espécie e/ou bloqueados na judicialmente e erradicação de 301.514 pés de maconha.



“O objetivo dessa operação, focada principalmente nas organizações criminosas, baseadas em presídios,diminuiu o índice de violência no país e parece que nós estamos conseguindo fazer isso. Então, o objetivo é replicar esse sucesso, essa operação, promover a integração entre os estados, para que eles conversem, porque juntos nós somos mais fortes.

Os estados estão ali na nossa ponta de lança no combate à criminalidade. A nossa dedicação aqui é para apoiá-los”, destacou o secretário de Operações Integradas do MJSP, Alfredo Carrijo.



Para o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública, Júlio Danilo Ferreira, as Secretarias de Segurança Pública e as polícias estaduais estão à disposição para atuar de forma conjunta.

“O crime não respeita divisas e nem fronteiras e é fundamental que estejamos integrados, trocando experiências e informações de inteligência e atuando na repressão a essa criminalidade”.

A ação faz parte de uma mobilização articulada pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do MJSP com a participação da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Forças-Tarefas SUSP de Combate ao Crime Organizado e Secretarias de Justiça e Administração Penitenciária.

Fonte: Ministério da Justiça

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